Autor: Ceicin
Instituição: imetro,Ceicin
Data: 15/04/2026
Resumo:
com base nos relatórios mensais da Agência Nacional de Petró
leo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), no primeiro semestre de
2025, a produção de petróleo angolana registou uma queda em
relação ao periodo homologo (mesmo periodo de 2024), com
uma média diária de 1.049 milhões de barris, comparado a 1.126
milhões em 2024. Essa redução de 6,81% foi observada em todos os
meses do primeiro trimestre, com quedas de 7,46% em janeiro,
5,13% em fevereiro e 7,82% em março. Já no segundo trimestre o
País teve uma média diária de aproximadamente 1.026 mbd, com
ligeiras variações mensais conforme se observa no gráfico abaixo
referente a produção do barril de petróleo.
De acordo, o relatório de conjuntura económica do BAI, a volatilidade
nos preços reflecte desenvolvimentos nas políticas comerciais dos
EUA e nas tensões geopolíticas. No início de Abril, com a introdução
de tarifas, o preço do Brent chegou a atingir um mínimo de 60,23
USD e um máximo de 82,3 USD em finais de Junho com a
intensificação das tensões Israel-Irão e o envolvimento dos EUA .
As receitas de exportação de petróleo de Angola no primeiro semestre
de 2025 atingiram cerca de 9,3 mil milhões de dólares, nos primeiros
quatros meses com uma queda de 17% em relação ao período
anterior. Segundo o relatório do Ministério das Finanças, a queda das
receitas de exportação petrolífera estendeu-se até ao mês de Maio
deste ano. No acumulado dos 5 meses, o Estado arrecadou o
equivalente a 4,1 mil milhões de USD, o que corresponde a uma
redução de 11% comparativamente ao período homólogo,
influenciado pela queda do preço médio de exportação e pela
diminuição das quantidades exportadas em 8%.
As reservas internacionais sobre gestão do BNA, encolheram 114
milhões de USD, para 15 653 milhões de USD entre Dezembro do ano
passado e Junho deste ano. A diminuição verificada no primeiro
semestre deve-se, em grande parte, aos empréstimos concedidos
pelo BNA ao Governo angolano. Apesar desta descida, as reservas
garantem actualmente cerca de oito meses de importações de bens e
serviços, um valor superior à média dos países da SADC, que se situa
nos quatro meses (Fonte: BNA, Julho. 2025).